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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Emprego na União Europeia

O desemprego é o flagelo da Europa. Durante o último meio século , a economia europeia colheu o sucesso de aumentar os padrões de vida , melhoria das condições de trabalho , aumentando a produtividade e ampliando o leque de ofertas. Em comparação com outras economias , é globalmente competitiva. A França, além de ser o primeiro destino turístico do mundo, apresenta a melhor produtividade horária do planeta. A Itália se destaca por sua excelência em empresas de artesanato , Escandinávia através da sua experiência em telecomunicações.Estes factos demonstram que a Europa é forte na competitividade, mas peca  na criação de empregos.  A taxa de desemprego é alto em comparação com o resto do mundo desenvolvido : na área do euro , ela atinge 10% , o que é mais do que no Reino Unido, Canadá , Austrália, Japão e mesmo os Estados Unidos . Além disso, entre 1995 e 2005, por exemplo , a taxa média de desemprego na França foi de 10,6 %. Um dos objectivos Agenda de Lisboa(2000), era  aumentar a taxa de empregabilidade da União Europeia. Todavia  os resultados, mesmo antes da recessão, têm sido decepcionantes.

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O início da recessão fez bem em algumas partes da Europa: Alemanha, Suécia. Para outros, a recessão tem sido um desastre : a Espanha tem uma taxa de desemprego de 20%. E se a economia da Europa registou um crescimento global positiva nos últimos meses, é evidente que a recuperação económica está longe de ser certo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

E porque sou jovem.


Aqui vos deixo uma excelente reportagem sobre as dificuldades que muitos jovens entre os 16 e os 25 anos encontram actualmente para arranjar emprego. A licenciatura já não facilita a empregalidade. Hoje quando, existem 14 % da população portuguesa licenciada, a licenciatura tornou-se "vulgar", em que as condições de trabalho, são idênticas às de um trabalhador com menos qualificações. À espera  dos licenciados, estão as prateleiras e caixas de pagamentos dos lidl´s, pingo doce, etc. É realidade nua e crua.

Reportagem

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Maquiladoras:Um negócio rentável...

No Norte do México, há mais de um milhão de mexicanos que trabalham em mais de 3.000 maquiladoras, que produzem e exportam peças e produtos, do Norte do México para os Estados Unidos, através sobreexploração de mão-de-obra barata, aproveitando ainda, a inexistência de barreiras comerciais, devido ao Acordo de Livre Comércio Norte-Americano ( NAFTA), entre México e EUA, tornando-se um negócio rentável para as multinacionais americanas, que assim conseguem maximizar os seus lucros, à custa da exploração dos trabalhadores, com baixa qualificação.

O que são Maquiladoras?

As maquiladoras surgiram no Norte do México na década de 60, na proximidade da fronteira com os E.U.A. No início e finais da década de 90, havia aproximadamente 2.000 maquiladoras, que empregava cerca de 500.000 trabalhadores. Em poucos anos, o número de maquiladoras e o número de trabalhadores duplicou. A maioria destes trabalhadores, é obrigado a viver em favelas, sem electricidade e sem água potável, próximas das fábricas. As maquiladoras produzem principalmente, equipamentos electrónicos, vestuário, plásticos, móveis, electrodomésticos, automóveis e peças, sendo, que 80% desta produção, é posteriormente, transferida para os Estados Unidos a baixos custos de produção. Por esta razão, as multinacionais americanas, que detêm as maquiladoras vêm aumentando o seu capital humano. A maioria deste capital humano, tem baixa escolaridade, que desconhecem a existência de sindicatos (só é permitido um sindicato oficial, que é o do governo), e onde são submetidos, a cargas horárias de trabalho, que chega, até às 75 horas por semana. Estas maquiladoras, são em grande parte, responsáveis pelo aumento significativo da poluição industrial e dos danos ambientais na região Norte do México. A forte concorrência da China, tem enfraquecido, nos últimos anos, as maquiladoras, devido à sua abundância de mão-de-obra barata.